E se o que definisse a existência fosse aquilo que nos desconforta?
Exibindo a vida como um baile repleto de seres avessos à dança, mas obrigados a chacoalharem os quadris, arrastarem os pés no chão.
Átomos à espera de uma fusão nuclear.
As histórias aqui reunidas indagam, confrontam.
Puxam o leitor para uma zona de desconforto produtiva. Inabitada por I.A., clichês ou lugares comuns.
Não deixam alternativa que não seja embrenhar-se, agarrado aos personagens, para compartilhar de lutas e escolhas.
E se por trás dos contos deste livro houvesse a chance do leitor se colocar em perspectiva?
É possível que este se surpreenda com as benesses de nossa irrelevância natural.
É possível que se diga, enfim, que há Vida per capita.
Luciano Prado é porto-alegrense de 1981. Médico de formação, tem dois livros publicados: a distopia “Confissões, Visões e o Desterro” e a aventura histórica “O Calendário do Fim dos Dias”.
Vida per capita é seu primeiro livro de contos, incluindo dois já publicados na revista digital Sepé.
Luciano vive na capital gaúcha com a mulher e os dois filhos, dividindo sua rotina entre a anestesiologia e os livros.
Pode ser encontrado às vezes de olhos fechados em alguma livraria, mas enganam-se os que pensam estar dormindo; costuma flanar oniricamente sobre os ombros de Poe, Quiroga e Veríssimo.
Ficha técnica
Autor: Luciano Prado
Ano: 2026
Gênero: contos